Fam.: Fabaceae
Aeschynomene fluminensis Vell.
N.V.: cortiça
Aeschynomene scoparia Splitg.
Espécie arbustiva, perene e que se desenvolve nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste do Brasil, vegetando nos biomas Pantanal e Mata Atlântica, onde ocupa campos inundáveis e áreas brejosas. Ocorre associada a gramíneas forrageiras, sendo também pastoreada. Partes da planta são utilizadas na medicina popular. Considerada infestante típica de lavoura de arroz irrigado.
Apresenta caule cilíndrico, ereto-retilíneo, vermelho-ferrugíneo e com ramificações laterais curtas em toda a sua extensão, sendo todo o conjunto revestido por pelos lanuginosos. Folhas alternadas, compostas penadas, cujo pecíolo engrossado e de coloração amarelada se revela parcialmente transformado em um púlvino, que tem a função de recolher os folíolos em número de 10 a 20 pares. Folíolos com formato oblongo de base levemente assimétrica e ápice pouco apiculado. Inflorescência axilar do tipo cacho contendo poucas flores. Flores com curto pedúnculo, cálice com 5 sépalas livres, corola com 5 pétalas também livres, sendo a pétala externa quase orbicular e com estrias vináceas, androceu com estames soldados e gineceu com ovário longo. Fruto do tipo lomento com 7 a 11 artículos ferrugíneos, verrucoso e cortiçado na maturação. Pode ser reconhecida em campo por meio do revestimento lanuginoso do caule e dos ramos, acrescentando-se ainda o púlvino amarelado e os artículos do fruto com superfície verrucosa e cortiçados, o que favorece a dispersão por meio da água. Propagação por intermédio de sementes.